Palestra Além do Manual: Cedae Rio
- Geovanna Tominaga

- há 14 horas
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No mês de agosto, fui convidada pela CEDAE Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro para palestrar no programa CEDAE por Elas, iniciativa interna de equidade de gênero que completou três anos de atuação.
A edição deste ano teve um diferencial estratégico: pela primeira vez, o programa abriu espaço para os homens colaboradores.
O tema escolhido foi parentalidade ativa e cuidado compartilhado.
Por que incluir os homens numa iniciativa de equidade feminina
Programas de equidade de gênero que falam apenas com as mulheres tratam o sintoma, não a causa. A sobrecarga do cuidado, que recai de forma desproporcional sobre as mães, não se resolve sem a participação ativa dos pais. Minha palestra "Além do Manual: a nova geração de pais e mães"aborda justamente a importância da busca por esse equilíbrio. A conta do cuidado não fecha se só uma metade estiver fazendo a sua parte.
O que as pesquisas mostram sobre parentalidade ativa:
A presença paterna ativa na primeira infância não é uma escolha opcional. É um fator determinante no desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança.
Quando pai e mãe estão próximos da criança, especialmente nos primeiros anos de vida, ela constrói vínculos de apego mais seguros. Pesquisas na área de desenvolvimento infantil mostram que esse apego seguro está diretamente associado a maior resiliência emocional, melhor desempenho escolar e relações interpessoais mais saudáveis ao longo da vida.
O lugar do pai não é periférico. É ao lado da mãe, assumindo co-responsabilidade real sobre o desenvolvimento da criança.
A diferença entre ajudar e cuidar
Um dos pontos centrais da palestra foi a distinção entre ajuda e cuidado, dois conceitos que parecem sinônimos mas não são. Ajudar é executar a tarefa que outra pessoa pensou. Cuidar é também pensar a tarefa.
Parentalidade compartilhada de verdade começa quando essa carga mental é dividida, não apenas as tarefas.
Por que isso importa para as empresas?
Colaboradoras sobrecarregadas com a gestão do cuidado doméstico produzem menos, adoecem mais e abandonam o mercado de trabalho com mais frequência. Segundo dados da FGV, mulheres dedicam em média 22 horas semanais ao trabalho de cuidado não remunerado, contra 11 horas dos homens.
Quando empresas criam espaço para essa conversa, como fez a CEDAE, estão investindo diretamente em bem-estar, retenção de talentos e equidade real. ESG não é só relatório, é também ofertar ferrametnas para o bem-estar, como fizemos nesta palestra sobre cuidado. Obrigada a toda equipe do Programa e da Cedae me acolher tão bem.
Sobre a CEDAE por Elas:
O programa CEDAE por Elas existe desde 2023 com o objetivo de promover equidade de gênero dentro da companhia. Ao longo de três anos, construiu uma comunidade interna de apoio, desenvolvimento e visibilidade para as mulheres colaboradoras. A edição de aniversário, ao incluir os homens na conversa sobre parentalidade, marcou uma evolução natural e necessária do programa.
Quer levar esse tema para a sua empresa?
Se você é gestor, responsável de RH ou organiza eventos corporativos e quer promover uma conversa sobre parentalidade ativa, cuidado compartilhado e equidade de gênero dentro da sua organização, entre em contato.
Geovanna Tominaga. Jornalista e palestrante. Especialista em Infância Contemporânea e Neuroaprendizagem. Graduanda em Psicopedagogia, pós-graduanda em Neuropsicopedagogia. Colunista da revista Pais & Filhos.Embaixadora da Parceiros da Educação Rio.















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